CRIANÇAS
sexta-feira, 30 outubro

Aleitamento materno

Todas as informações necessárias sobre aleitamento materno. Porque é que é importante? Qual o benefício?

 

 

Porque é que o aleitamento materno é importante? Qual o seu benefício?

Nada é melhor que o leite materno para o começo de vida. Estima-se que muitas crianças sofrem de diversas doenças, nomeadamente de diarreia, infecções respiratórias e outras infecções por não serem amamentadas corretamente. Muitos bebés sofrem de outras doenças que não contrairiam se tivessem sido amamentados.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda o aleitamento materno exclusivo desde o nascimento até os 4 - 6 meses, no entanto, muitas mães começam a dar leite não materno ou outros alimentos artificiais antes dos 4 meses. As razões mais comuns para isso devem-se às mães acreditarem que não têm leite suficiente ou então, ao facto, de terem tido alguma dificuldade em amamentar ou por necessidade de estarem ausentes do bebé bastante tempo.
As três componentes que fazem a diferença no aleitamento materno:

  • Aspeto emocional do bebé e da mãe
  • Aspeto nutricional do leite, do colostro ao leite amadurecido, no desenvolvimento do bebé
  • Aspeto imunológico - protecção contra infecções transferida através do leite materno


Componente emocional do aleitamento materno

A amamentação ajuda a mãe e o bebé a formarem um relacionamento mais próximo e amoroso, o que faz com que a mãe se sinta emocionalmente satisfeita. O contacto íntimo logo após o parto ajuda a desenvolver esta relação. Os bebés choram menos, e podem-se desenvolver mais rapidamente, se permanecerem próximos à sua mãe e forem colocados ao peito na 1ª meia-hora após o parto.
Mães que amamentam relacionam-se de forma mais afetuosa com os seus bebés, e têm menos necessidade da sua atenção. Amamentar é um gesto de amor e carinho que dará à criança segurança afetiva, base do desenvolvimento da sua personalidade. Alguns estudos sugerem mesmo, que o leite materno pode ajudar a criança a desenvolver-se intelectualmente.


Componente nutricional e imunológico da composição do leite materno

O colostro é o leite de peito que a mulher produz nos primeiros dias após o parto. É grosso e de cor amarelada ou transparente. As suas propriedades, rico em diversos fatores anti-infecciosos, nomeadamente em anticorpos (IgA secretória – principal fator de imunidade no leite materno) e vitamina A, protegem o bebé contra as infecções e alergias, já que o recém nascido não consegue produzir os seus próprios anticorpos (proteínas no sangue e no leite materno que combatem a infecção).
Para além de fácil digestão e de prática utilização, o leite materno é económico e tem um importante efeito laxante e preparativo do aparelho digestivo para aceitar o leite amadurecido ou maduro.

 

Variações da composição do leite materno

O leite maduro é o leite materno que é produzido após alguns dias, depois do colostro. A quantidade de leite torna-se maior, e as mamas ficam completamente cheias, endurecidas e pesadas. Chama-se a isso "a descida do leite". 

O leite inicial ou anterior, aquele que é produzido no início da mamada, fornece uma grande quantidade de proteínas, lactose (o açúcar especial presente em todos os leites) e outros nutrientes. O bebé consegue ingerir grandes quantidades de leite, e deste modo, receber toda a água que necessita.

O leite final ou posterior, parece mais branco do que o leite inicial, porque contém mais gordura. Esta gordura fornece uma importante parte da energia de uma mamada, e por isso, uma boa razão para não tirar o bebé muito rapidamente do peito.
 

Como funciona a amamentação?

Quando o bebé mama são enviados impulsos sensoriais através do mamilo ao cérebro (glândula pituitária anterior), que produz a prolactina (hormona responsável pela produção de leite), responsável pela produção de leite para a mamada seguinte. O pico da prolatina ocorre cerca de 30 minutos após o último aleitamento.

Com a continuação dos estímulos desencadeados pela sucção do mamilo, são novamente enviados impulsos sensoriais através do mamilo ao cérebro (desta vez à glândula pituitária posterior), que produz a occitocina. Esta substância química faz com que o leite flua no seio, através da contracção de células especificas (mioepiteliais), que ajudam a expulsar o leite para fora dos alvéolos ( pequenos sacos de células secretoras de leite na mama) e a prosseguir através dos ductos (pequenos tubos que levam o leite ao mamilo).

Este fluxo de leite do seio devido à libertação de occitocina (designado por reflexo de descida e ejecção do leite), funciona também como um reflexo psicossomático, e por esse motivo, situações de angustia, agitação, medo e stress, por parte da mãe, podem exercer uma acção inibidora na produção de leite. Inversamente, sentimentos agradáveis, o bem-estar, a serenidade e a confiança da mãe, estimulam-no.

A produção de leite também é controlada dentro da própria mama. Existe uma substância – a bromocriptina - que pode inibir ou reduzir a produção de leite. Se a mama estiver muito cheia, aquele fator inibidor, faz com que as células parem de produzir leite – mecanismo de protecção contra o enchimento excessivo. Se o bebé parar de mamar num dos seios, este pára de produzir leite. E para continuar a sua produção, o leite materno tem que ser retirado.


Como colocar o bebé ao peito? 

Alguns bebés amamentam satisfatoriamente em posições que seriam difíceis para outros. Isto é especialmente verdade com crianças de mais de 2 meses de idade. Não há razão para tentar mudar a posição de um bebé se ele está extraindo bem o leite materno, e a sua mãe está confortável. 

Para a mamada é conveniente que mãe e filho adquiram as seguintes atitudes:

  • A mãe estar confortável e relaxada
  • Todo o corpo do bebé encostado ao da mãe e de frente para ela
  • O rosto do bebé estar de frente para o seio, com o nariz diante do mamilo. Se o bebé é um recém nascido, a mãe deve apoiar não apenas a cabeça e ombros, mas também as suas nádegas.
  • A mãe deve segurar no peito escolhido para amamentar, colocando os dedos em pinça, com o indicador a apoiar a base da mama e o polegar a pressionar levemente o topo do seio. Desta forma o mamilo fica proeminente, e mais fácil de o bebé pegar bem no peito. Os dedos da mãe não devem estar próximo do mamilo.
  • De seguida, tocar com o mamilo nos lábios (reflexo de busca e preensão), e o bebé abre a boca e coloca a língua para fora e para baixo
  • Esperar até o bebé abrir bem a boca, para leva-lo rapidamente à mama, de forma que ele fique com o lábio inferior virado para fora e com o queixo encostado ao seio, abocanhando bem o peito
  • A maior parte da auréola mamaria deve aparecer acima do lábio superior do bebé e a menor parte por debaixo do lábio inferior


Porque é que o bebé recusa mamar?

A recusa pelo bebé é uma razão comum da interrupção da amamentação. A rejeição causa normalmente grande perturbação na mãe, que pode sentir-se rejeitada e frustrada. 
Frequentemente a recusa de mamar pode ser ultrapassada, mas para isso, é necessário saber o(s) motivo(s) que leva(m) à negação do bebé. Na avaliação da rejeição do peito devem ser consideradas quatro situações distintas: 

1. O bebé está doente, com dor ou sedado?
Um bebé quando está doente pode pegar o seio mas sugar menos do que nas mamadas anteriores. O nariz entupido ou a dor na boca devido a uma infecção (ex. sapinhos (candidose oral)), leva o bebé a mamar algumas vezes, para depois parar e chorar. Noutra situação, quando o nascituro foi sujeito à pressão da extracção a forceps que causam por vezes lesões (hematomas) na cabeça, o recém nascido chora e recusa quando a mãe ao adoptar a melhor posição tenta amamentá-lo. Enquanto um bebé sonolento e apático, que aparentemente recusa a mama, pode dormir devido à medicação dada à mãe durante o parto ou outra.

2. Há alguma dificuldade com a técnica de amamentação? 
Por vezes a amamentação torna-se desagradável e frustrante para o bebé.

Apontam-se de seguida possíveis causas para a recusa da mama: 

  • Foi alimentado com biberão Não consegue leite suficiente, devido ao ingurgitamento ou pega ineficaz do peito
  • Restrição das mamadas, amamentando apenas em horários certos
  • Pressão na cabeça do bebé, devido a má posicionamento ou técnica
  • Demasiado leite, a fluir rapidamente devido a uma hiperprodu ção de leite. Nesta situação, é comum o bebé amamentar por um minuto e depois largar o peito, sufocado e a chorar
  • Dificuldade inicial de coordenar a sucção. Alguns bebés demoram mais do que outros para começarem a alimentar-se efetivamente.


3. Alguma mudança aborreceu o bebé?
Alguns bebés têm sentimentos fortes, recusando mamar quando estão aborrecidos. Eles podem não chorar e simplesmente rejeitar o peito. Este comportamento é mais comum quando a criança tem entre 3 a 12 meses.

A recusa súbita de amamentar, pode dever-se às seguintes situações:

  • Separação da mãe, quando começa a trabalhar, por exemplo
  • Uma mudança na rotina familiar (mudança de casa ou visita de familiares)
  • Doença da mãe ou infecção da mama
  • Uma pessoa nova a cuidar o bebé
  • Uma alteração no cheiro da mãe (sabonete ou alimentação diferente)

4. A recusa é “aparente” ou “real”?
Por vezes um bebé comporta-se de maneira a que a mãe pensa que ele está a recusar a mama. No entanto, esta negação não corresponde à realidade, e acontece especialmente em duas fases do desenvolvimento da criança:

Quando um recém-nascido procura o seio, ele move a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse a dizer “não”.

No entanto, este é um comportamento normal de um nascituro.
Entre a idade de 4-8 meses, os bebés distraem-se facilmente, nomeadamente quando ouvem um ruído, podendo subitamente parar de mamar.

 

O que fazer para retomar a amamentação?

Não se pode forçar um bebé a amamentar.

Por vezes, é mesmo necessário a ajuda de um técnico de saúde, para a mãe se sentir novamente auto-confiante, feliz com o seu bebé e gostar de amamentar. Fazer mãe e bebé gostar da amamentação outra vez, pode não ser fácil, no entanto, os benefícios que trás a ambos vale o esforço de tentar. Seguem-se algumas sugestões que podem ajudar a mãe e filho neste processo de reaprendizagem. 

1. Mantenha-se junte ao bebé sempre que possível 

  • Deve ser a mãe a cuidar do bebé o máximo tempo que lhe for permitido. Peça aos avós ou outras pessoas para apoiarem de outras formas, como por exemplo, ajudar em tarefas domésticas e cuidando das crianças mais velhas. 
  • A mãe deve trazer o bebé ao colo frequentemente, permitindo deste modo, mais contacto pele-a-pele em outras ocasiões para além das mamadas.
  • Se a mãe trabalhar fora, deve falar com o seu médico assistente, no sentido de ponderar a permissão médica para incapacidade ao trabalho por assistência à família, e deste modo permanecer mais tempo com o filho.


2. Amamentar quando o bebé quiser 

  • A mãe não deve ter pressa para amamentar novamente, mas oferecer o peito quando o bebé mostrar interesse.
  • A mãe pode dar de mamar em diferentes posições, e mesmo depois de uma alimentação com biberão. 
  • A mãe também deve oferecer o seio quando sente o reflexo de ejeição do leite (fluxo de leite do seio devido a libertação da occitocina).


3. Ajudar o bebé a mamar 

  • Extrair manualmente um pouco de leite materno diretamente para a boca do bebé.
  • Posicionar corretamente o beb é, de forma a que seja fácil pegar o peito. 
  • Evitar pressionar a parte posterior da cabe ça do bebé ou balançar a mama.


4. Alimentar o bebé com copo até amamentar de novo

  • A mãe pode extrair manualmente o leite e alimentar o bebé a copo (ou copo e colher). 
  • Deve-se evitar utilizar biberão, bicos ou chupetas de qualquer tipo. 

 

Problemas da mama

 

Mamilos planos ou invertidos

A abordagem mais importante deve ocorrer logo após o parto, quando o nascituro começa a mamar.

É importante que a mãe: 

  • Confie em si mesma – a mãe deve saber que pode ser difícil no começo, mas com paciência e persistência ela pode ter sucesso. A sucção do bebé ajuda a puxar os mamilos para fora, e as mamas melhoram e tornam-se mais macias, uma a duas semanas após o parto
  • Conheça da técnica da amamentação – o bebé precisa de abocanhar uma boa parte da mama
  • Contate pele-a-pele com o recém-nascido – a mãe deve deixar o bebé explorar os seus seios, permitindo-lhe pegar na mama à sua maneira, quando estiver interessado. Alguns bebés aprendem melhor por si mesmos
  • Saiba como exteriorizar o mamilo antes da mamada – a mãe pode utilizar uma bomba manual ou seringa para puxar o mamilo. Este procedimento deve ocorrer durante 1 minuto
  • Saiba dar forma à mama para facilitar a pega – a mãe deve apoiar a mama por baixo com os dedos (indicador e médio), e pressionar levemente a parte superior com o dedo polegar

Se o bebé não consegue sugar eficazmente nas primeiras 2 semanas, a mãe deve:

  • Retirar manualmente o leite e dar ao bebé por um copo pequeno – a extracção do leite ajuda a manter as mamas macias, facilitando a produção do leite e a pega do seio pelo bebé
  • Extrair o leite diretamente para a boca do bebé – este consegue algum alimento de imediato, ficando menos frustrado, e podendo ficar mais desejoso de amamentar.


Ingurgitamento dos seios

Quando o seio não é completamente esvaziado, o leite acumula-se nos ductos lactóforos (pequenos tubos que levam o leite ao mamilo) e a pressão aumenta no seu interior, causando edema (inchaço devido a líquido nos tecidos circundantes). O aumento da pressão dentro do seio e a obstrução dos ductos, leva à inflamação generalizada das mamas – mastite – devido à passagem do leite dos alvéolos (pequenos sacos de células secretoras de leite) para dentro do tecido mamário. Por isso, não se deve aconselhar a mãe a “descansar” o peito. 

Para tratar o ingurgitamento do seio é necessário extrair o leite com um bom esvaziamento e diminuir a inflamação das mamas.
Para isso, recomenda-se os seguintes procedimentos: 

  • Se o bebé é capaz de amamentar, deve ser alimentado frequentemente – esta é a melhor forma de retirar o leite
  • Se o bebé não consegue mamar – a mãe deve extraí-lo manualmente ou com a ajuda de uma bomba. Algumas vezes, é preciso apenas espremer a mama com a saída de um pouco de leite para que o peito se torne suficientemente macio para o bebé pegar novamente
  • Antes de amamentar ou retirar o leite manualmente, a mãe deve estimular o fluxo de leite no seio (reflexo de occitocina). Para isso, a mãe deve: colocar uma compressa morna nos seus seios, um saco de água quente ou tomar um banho de chuveiro morno (+ 20 a 30 minutos); massajar o seio levemente; e estimular a mama e pele do mamilo
  • Depois de uma mamada, é aconselhável a mãe colocar uma compressa fria sobre os seios. Este procedimento deve demorar cerca de 8 minutos, e ser repetido depois de uma pausa de igual duração.

 

Ductos obstruídos e Mastite

Os ductos obstruídos desenvolvem-se quando o leite materno não é removido de uma parte do seio, devido a estagnação e acumulação de leite, que se torna espesso. As primeiras manifestações são o aparecimento de um nódulo (vulgo, caroço) associado ao rubor (vermelhidão) da pele sobre o nódulo – inflamação da mama – também chamada mastite não infecciosa. 
Nesta situação, habitualmente a mulher não tem febre e sente-se bem. Se houver uma contaminação bacteriana, traduzida por um agravamento das queixas – edema (inchaço), dor intensa local, acentuação do rubor, aparecimento da febre e mal estar – a mãe padece de uma mastite infecciosa. 

A causa principal da obstrução dos ductos e da mastite, deve-se à má drenagem de leite de toda ou parte da mama.

Quando atinge todo o peito, pode ser devido a duas razões principais: 

  • Mamadas pouco frequentes (causas comuns: mãe cansada, mudança do padrão alimentar)
  • Sucção ineficaz (por má pega do peito).

Uma deficiente drenagem de parte do seio pode ser devida a:

  • Pressão de roupas apertadas – habitualmente o soutien, especialmente se usado de noite, ou se a mãe dormir sobre o seio, comprimindo-o, pode bloquear o fluxo de leite
  • Má drenagem da parte inferior de um seio volumoso – devido à forma como o peito fica suspenso
  • Sucção ineficaz – porque a pega insuficiente esvazia apenas parte do seio

A abordagem mais importante do ducto obstruído consiste em melhorar o fluxo de leite da parte da mama afetada. Para isso, deve-se procurar a causa da má drenagem e corrigi-la.

A mãe deve verificar se:

  • A pega do peito é correta
  • Há pressão das roupas ou se a mama está comprimida pela posição de dormir
  • Segura a auréola com os seus dedos, de forma a bloquear o fluxo de leite
  • O ducto obstruído está na parte inferior da mama. Neste caso, ela deve levantar mais a mama enquanto o bebé amamenta, para ajudar a drenar a parte inferior do seio


Apesar da causa, a mãe deve:

  • Amamentar frequentemente
  • Massajar suavemente a mama enquanto o bebé está a mamar
  • Aplicar compressas mornas entre as mamadas
  • Começar a amamentação pelo peito que está sem problemas
  • Amamentar o bebé em diferentes posições – ajuda a drenar o leite de diferentes partes da mama 
  • Retirar o leite manualmente, se a amamentação é difícil

Habitualmente, um ducto obstruído ou mastite melhora rapidamente (um dia), quando a drenagem da parte da mama afetada melhora. No entanto, se as manifestações da infecção forem graves ou não houver melhoria do fluxo de leite após 24 horas, a mãe deve ser observada de imediato por um médico, que a deve aconselhar sobre as medidas não farmacológicas e deve medica-la. 


Mamilos dolorosos, gretas e fissuras

Os mamilos dolorosos aparecem frequentemente quando há estagnação do leite materno e ingurgitamento das mamas. Netas condições, o bebé apenas aboca o mamilo e exerce sobre ele toda a sua força de sucção.

Outras situações que favorecem o aparecimento de fissuras e gretas, normalmente dolorosas:

  • Mamadas muito prolongadas
  • O uso do mamilo como chupeta
  • Má técnica de amamentação
  • Higiene pouco adequada dos seios
  • A interrupção demasiado brusca das mamadas

A abordagem destas situações passa em primeiro lugar por procurar a causa, através da observação do bebé a amamentar (pega ineficaz?), das mamas (sinais de ingurgitamento, gretas, fissuras, infecção?) e da boca do bebé (sapinhos? (candidose oral)), língua presa? (freio curto da língua).


As fissuras e gretas provocam normalmente o retraimento da mãe para amamentar, pelo que o tratamento adequado deve:

  • Aumentar a auto-confiança da mãe – porque a dor é transitória
  • Melhorar a pega do bebé
  • Reduzir o ingurgitamento, se necessário
  • Considerar o tratamento para a infecção ao fungo (Candida), se a pele do mamilo e a auréola estiverem avermelhada, brilhante ou fina. Também pode ocorrer prurido (comichão) local e/ou dor

 

Extracção do leite materno

Quais as situações que justificam a extracção do leite materno?
Há muitas situações em que a extracção do leite materno é importante e útil para possibilitar o reinicio da amamentação:

  • Aliviar o ingurgitamento
  • Desbloquear o ducto obstruído ou facilitar o fluxo da estase (estagnação) do leite materno
  • Alimentar o bebé enquanto aprende a sugar de um mamilo plano ou invertido
  • Alimentar o nascituro que apresenta descoordenação na amamentação
  • Alimentar um bebé que “recusa” o peito enquanto aprende a gostar de mamar
  • Alimentar um bebé de baixo peso que não pode amamentar
  • Alimentar um bebé doente que não consegue extrair o leite materno necessário
  • Manter a lactação (processo fisiológico de produção do leite) no período em que a mãe ou o bebé está doente
  • Deixar o leite materno para o bebé enquanto a mãe trabalha fora, e não possa amamentar
  • Prevenir que o leite escorra pelo seio quando a mãe está longe do bebé.

Qual a melhor forma de extrair o leite materno manualmente?
Normalmente, não é preciso qualquer instrumento de apoio para retirar o leite, podendo a mãe fazê-lo em qualquer lugar e hora. No entanto, apesar de uma técnica eficiente é mais fácil extrair manualmente o leite quando as mamas estão mais macias do que quando ingurgitadas e dolorosas.
Para haver uma eficaz extracção do leite é útil que ocorra um maior fluxo de leite no seio, mecanismo atribuído a uma hormona (occitocina), libertada quando o bebé mama.

A mãe pode ajudar estimular o seu reflexo de descida e ejecção do leite (reflexo da occitocina), através dos seguintes procedimentos práticos:

  • Sentar-se num ambiente calmo e confortável
  • Segurar o bebé ao colo, de maneira que haja contacto pele-a-pele, enquanto retira o leite materno
  • Beber algum líquido agradável (não deverá ser café)
  • Aquecer os seios, com a aplicação de compressas de água morna ou a toma de banho de chuveiro
  • Estimular os mamilos, puxando e torcendo-os delicadamente com os dedos
  • Massajar ou estimular levemente os seios
  • Massajar o dorso (as costas) à mãe (segundo técnica descrita a seguir)
  •  

Técnica de massagem para estimular a descida e ejecção do leite
A mãe deve estar sentada e inclinada para a frente, com a cabeça apoiada nos braços dobrados sobre uma mesa. Os seios devem ficar pendurados sem qualquer roupa a sustê-los ou a protegê-los. A pessoa que executa a massagem deve pressionar firmemente o dorso de cima para baixo, com as mãos fechadas e os polegares para a frente em movimentos circulares, paralelamente na região dorsal (costas) à direita e esquerda. Cada sessão deve durar 2 a 3 minutos.



Como extrair o leite materno manualmente?

Deve ser a mãe a extrair manualmente o seu próprio leite.

Para o fazer correta e eficazmente é útil e necessário seguir os seguintes passos:

  • Lavar bem as mãos
  • Sentar ou ficar de pé confortavelmeente e segurar o recipiente próximo ao seio
  • Colocar os dedos em forma de pinça - com o polegar por cima do mamilo e auréola e o indicador opostamente por baixo, segurando a mama com os restantes dedos da mesma mão: pressionar com os dedos em pinça (polegar e dedo indicador) a mama por detrás do mamilo e auréola, por forma a exercer pressão nos seios lactóforos ( parte larga dos ductos onde o leite materno é depositado), que se situam por debaixo da auréola. Por vezes, é possível a mãe sentir os seios lactóforos, que fazem lembrar a forma de amendoins.
  • Utilizar a técnica correta - basta pressionar firme e sucessivamente o seio e depois aliviar a força. De início o leite pode não sair, mas após alguns movimentos começa a pingar, podendo fluir bem se o estimulo de descida e ejecção (reflexo da occitocina) tenha sido eficaz.
  • Pressionar uniformemente a auréola da mesma forma em toda a volta, para assegurar que o leite é extraído de todos os segmentos do seio
  • Evitar espremer o mamilo. A sua expressão não leva à drenagem do leite materno
  • Retirar o leite de cada seio pelo menos durante 3 a 5 minutos até que flua lentamente. Depois repetir novamente em ambos. Extrair leite da mama adequadamente leva cerca de 20 a 30 minutos, especialmente nos primeiros dias quando apenas uma pequena quantidade é produzida.
  •  

Qual a frequência com que a mãe deve extrair o leite?

  • A mãe deve extrair o leite dependendo das situações em que for necessário.

Para iniciar a lactação (processo fisiológico de produção de leite materno), alimentar um bebé de baixo peso ou um recém-nascido doente:

  • A mãe deve extrair o leite no 1º dia, nas primeiras 6 horas após o parto, se possível. Aconselha-se a retirar tanto quanto ela puder e tão frequentemente quanto o bebé mamaria, isto é, em cada 3 horas, incluindo a noite.

Para aumentar a produção de leite, se estiver diminuindo após algumas semanas de amamentação:

  • Extrair amiudadamente durante alguns dias (a cada meia hora ou 1 hora), e pelo menos de 3 em 3 horas durante a noite.

Para armazenar leite para o bebé enquanto a mãe estiver a trabalhar:

  • Retirar tanto leite materno quanto possível antes de ir trabalhar, para deixar ao bebé. É importante a mãe não esquecer extrair leite enquanto está no trabalho, a fim de ajudar a manter a produção de leite.

Para aliviar os sintomas provocados pelo ingurgitamento da mamas:

  • Extrair apenas a quantidade de leite necessária

Para manter a pele do mamilo sã:

  • Retirar uma pequena gota para passar no mamilo depois do banho
  • Bombas para extracção de leite materno
  • Existem manuais e elétricas

 

Como saber se o bebé está a receber leite suficiente?

Quase todas a mães possuem leite suficiente para um ou mesmo dois bebés. Por vezes, mesmo quando a mãe pensa que não tem leite suficiente, o bebé está a amamentar bem e a receber todos os nutrientes que precisa. No entanto, acontece também o bebé não mamar o necessário, devido normalmente a uma "pega ineficaz" do peito e mais raramente porque a mãe não pode produzir leite em quantidade suficiente.

Existem duas formas indiretas de identificar se o bebé está a amamentar o suficiente.

São elas:

  • Medir o aumento de peso do bebé - este é o sinal mais preciso e de maior confiança. Nos primeiros 6 meses de vida, um bebé deve ganhar pelo menos 500 g de peso em cada mês ou 125 g por semana. Se um bebé aumenta menos de 500 g em um mês, não adquiriu o peso suficiente. Ao contrário, se ganhou o peso previsto, então ele está a obter o leite necessário.
  • Avaliar o volume urinário do bebé - este método é útil e rápido, embora menos rigoroso que o anterior. Um bebé a amamentar o leite materno suficiente, habitualmente elimina urina diluída pelo menos 6 a 8 vezes por dia. Enquanto o bebé que não está a receber o leite suficiente, urina menos do que 6 vezes por dia, e frequentemente menos que quatro.
  • Outros sinais sugestivos são: urina mais concentrada, com uma coloração amarela escura ou alaranjada, particularmente se o bebé tem mais de 4 meses, e a urina com um cheiro forte

Estes dois métodos mostram se um bebé exclusivamente amamentado ao peito está a receber o leite suficiente. No entanto, se for administrado outros líquidos, não se pode estar seguro se o lactente está a adquirir o necessário.

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